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O Fim
O Fim
Informações do livro
Série

Desventuras em Série

Autor

Lemony Snicket

Ilustrador

Brett Helquist

Tradutor

Ricardo Gouveia

Editora

Companhia das Letras

Lançamento

07/12/2006

Páginas

312

ISBN

9788535909463

.

O Fim é o tredécimo e último livro da série Desventuras em Série, escrito por Lemony Snicket.

Sinopse Editar

O décimo terceiro livro começa com os órfãos Baudelaire, Violet, Klaus e Sunny, viajando em um barco junto com o conde Olaf, depois de fugirem do incêndio do Hotel Desenlace. Depois de sobreviverem a uma grande tempestade, eles encontram-se na plataforma costeira de uma ilha habitada por um misterioso grupo de pessoas. Eles são primeiramente saudados por uma menina, Sexta-Feira. O conde Olaf, que já havia se proclamado o "rei de Olaflândia", ameaça a menina com um lançador de arpões. Sexta-Feira é imperturbável, e não permite que Olaf fique na ilha, e convida apenas os Baudelaire para se aproximarem.

Ao longo do caminho, a menininha conta o que os ilhéus fazem: durante todo o ano, eles constroem um catamarã na plataforma costeira, e uma vez por ano a água sobe alto o suficiente para a ilha ficar quase completamente submersa. Este dia é conhecido como o "Dia da Decisão", que é quando qualquer ilhéu que quiser ir embora da ilha pode embarcar no catamarã e ir.

O facilitador da ilha, Ishmael, introduz os Baudelaire aos estranhos costumes do lugar. Ishmael sempre diz aos ilhéus "Não vou forçá-lo", e logo se torna evidente que as suas decisões devem permanecer inquestionáveis, e por isso, suas sugestões são obedecidas como ordens. Após os Baudelaire se apresentarem, a mãe de Sexta-Feira, sra. Caliban, brinda aos órfãos Baudelaire (apesar de eles não terem mencionado os pais mortos) com o cordial de coco, uma bebida fermentada que todo mundo carregava, mas que os Baudelaire não gostaram muito.

Depois de mais uma tempestade, aparecem outros objetos perdidos na plataforma costeira, incluindo uma pilha gigante de livros amarrados em forma de um cubo, com a inconsciente e grávida Kit Snicket em cima, juntamente com a Víbora Incrivelmente Mortífera do tio Monty. O povo da ilha chega e Olaf tenta enganá-los com um péssimo disfarce de Kit Snicket (usando o capacete de mergulho contendo o Mycelium Medusóide debaixo do vestido como uma barriga de grávida). Os ilhéus imediatamente o reconhecem através do disfarce ridículo, e o prendem em uma ornamentada gaiola de passarinhos. Os ilhéus debatem, em seguida, se os irmãos Baudelaire devem ser expulsos da colônia, quando o conde Olaf grita para fora da gaiola que eles estão carregando itens proibidos em seus bolsos. Ishmael decide que as crianças, Kit e Olaf devem todos ser abandonados ali mesmo, a menos que concordem em cumprir as regras da ilha. Depois que todos saem, Olaf tenta persuadir as crianças para livrá-lo da gaiola sob a promessa de explicar os muitos mistérios e segredos que eles vêm tentando decifrar desde o Mau Começo, mas os Baudelaire o ignoram.

Naquela noite, duas dos ilhéus (Finn e Erewhon), vão à costa da ilha para levar-lhes alimentos e pedir-lhes um favor. Um grupo de ilhéus descontentes estão planejando um motim contra Ishmael na parte da manhã, e eles pedem aos Baudelaire para irem até o arboreto do outro lado da ilha, onde são depositados todos os itens coletados das tempestades, e encontrar ou fazer algumas armas para usar na rebelião. Além disso, os amotinados se recusam a ajudar Kit a menos que os Baudelaire os ajudem. As crianças concordam, e partem para o arboreto. Os órfãos descobrem uma área bem equipada com toda a sorte de objetos, que Ishmael mantinha em segredo. Eles descobrem que seus pais foram uma vez os líderes da ilha e foram responsáveis ​​por muitas melhorias feitas para tornar a vida na ilha mais fácil e agradável, mas eles acabaram sendo derrubados por Ishmael, que defendia uma vida estritamente simples (combinada com o cordial de coco que era um narcótico) pois seria a melhor maneira de evitar conflitos. Os Baudelaire encontram um livro de histórias da ilha enorme, intitulado "Desventuras em Série", escrito por muitas pessoas diferentes que haviam servido como líderes, incluindo seus pais e Ishmael. Ishmael também faz referências a muitas outras pessoas, incluindo uma menininha com apenas uma sobrancelha e uma orelha (possivelmente a mãe de Belo Anwhistle e sogra de Josephine).

Os Baudelaire e Ishmael voltam para o outro lado da ilha, onde o motim já está em andamento. Conde Olaf retorna, ainda disfarçado. Após uma breve discussão, Ishmael lança um arpão no estômago de Olaf, fazendo com que quebre o capacete contendo o Mycelium Medusóide, e infectando toda a população da ilha ao mesmo tempo. Com o conde Olaf lentamente sangrando por causa do arpão, os Baudelaire correm de volta para o arboreto para tentar encontrar alguma coisa feita de raiz-forte para curar todos. Eles descobrem que seus pais haviam feito uma macieira híbrida com raiz-forte, permitindo que a maçã curasse os efeitos do fungo letal. A Víbora Incrivelmente Mortífera lhes oferece uma maçã. Depois de comerem a maçã e curar-se, eles então reúnem mais maçãs para os moradores da ilha e levam para eles, apenas para descobrir que todos abandonaram o motim e embarcaram no catamarã, prontos para zarpar. Ishmael não permite que ninguém coma a maçã, embora seja claro que ele próprio já comeu várias para se curar. Eles partem para o oceano. A Víbora Incrivelmente Mortífera pega uma maçã na boca e tenta ir até eles para curá-los, mas é desconhecido se os ilhéus se salvaram ou não. Ficam na ilha apenas os irmãos Baudelaire, Kit e o conde Olaf.

Kit conta aos órfãos o destino que tiveram Hector, Duncan, Isadora e Quigley Quagmire, capitão Andarré, Phil, Fernald e Fiona. Hector e os Quagmire, a bordo do balão a ar quente foram atacados por um bando de águias treinadas de C.S.C., e acabaram caindo diretamente em cima do submarino Queequeg, onde estava todo o resto. Então, eles foram levados pelo misterioso objeto em forma de ponto de interrogação (chamado de "O Grande Desconhecido"). Por sua vez, os Baudelaire confessam seus próprios crimes cometidos no Hotel Desenlace. Neste ponto, Kit está prestes a entrar em trabalho de parto. Ela parece estar morrendo pelo fungo Mycelium Medusóide, mas não pode comer a maçã de cura devido aos efeitos que esta poderia causar no bebê. Ela ainda está presa no topo do sua balsa de livros, mas quando o ferido e embargado conde Olaf ouve que ela ainda está viva, ele dá uma mordida em uma maçã e consegue chegar na plataforma costeira, dando-lhe um beijo suave. Ele a coloca na areia e desmaia, ainda consciente, ao seu lado. Kit recita o poema "A noite tem mil olhos", ao que Olaf responde recitando o poema "Que este seja o verso". Olaf então morre. Os Baudelaire ajudam Kit dar à luz a uma menina. Kit, então, também morre devido ao Mycelium Medusóide, depois de pedir aos órfãos para nomear a bebê com o nome da mãe deles.

Capítulo Catorze Editar

O livro termina com um epílogo na forma de um pequeno livro intitulado Capítulo Catorze, que começa um ano depois dos acontecimentos d'O Fim. A bebê de Kit e os Baudelaire navegam para longe da ilha para chegar ao mundo mais uma vez, no mesmo barco em que chegaram à ilha com Olaf. Quando estão a bordo, a bebezinha pronuncia o nome do barco, Beatrice, que é também seu próprio nome. Na última ilustração do livro, as ondas do oceano contém um esboço de um ponto de interrogação, ou seja, d'O Grande Desconhecido. Isso significa que não se sabe se os Baudelaire sobreviveram ou não à viagem de volta para o contiNENTAL FANTASMA

Personagens Editar

Personagens introduzidos Editar

Personagens reaparecendo Editar

Carta ao leitor Editar

A carta de Lemony Snicket ao leitor, na parte de trás do livro, é a seguinte:

Caro Leitor,
Você provavelmente está olhando para a quarta capa deste livro, ou para o fim de O FIM. O fim de O FIM é o melhor lugar para se começar O FIM, porque, se você ler O FIM desde o começo do começo de O FIM até o fim do fim de O FIM, vai chegar ao fim do fim de suas esperanças.
Este livro é o último de uma longa Série de Desventuras, e, ainda que tenha enfrentado corajosamente os doze volumes anteriores, você não irá agüentar tanta desgraça como uma tempestade bravia, uma bebida suspeita, um bando de ovelhas selvagens, uma gaiola de passarinho gigante e ornamentada, e um segredo de fato assustador sobre os pais dos Baudelaire.
A minha mais solene ocupação tem sido investigar e narrar a história dos órfãos Baudelaire, e finalmente cheguei ao fim. Você provavelmente se dedica a outra coisa na vida, então sugiro que largue este livro imediatamente, para que O FIM não acabe com você.
Com todo o respeito,
Assinatura
Lemony Snicket

Dedicação à Beatrice Editar

O Fim:

Para Beatrice —
Meu amor apareceu,
o mundo empesadeleceu.

Capítulo Catorze:

Para Beatrice —
Nós somos como barcos navegando pela noite — especialmente você.

Prenúncio Editar

Imagem final Editar

Na imagem final de O Fim, um homem é mostrado de costas remando em um barco no mar.
Na imagem final do Capítulo Catorze, tudo o que é mostrado é o mar, com um ponto de interrogação escondido na água, e uma grande mancha de fumaça subindo pelo ar.

Carta ao editor Editar

A carta de Lemony Snicket ao editor, no final do livro, é a seguinte:

Para meu gentil editor:
O fim de O FIM pode ser encontrado no fim de O FIM
Respeitosamente,
Assinatura
Lemony Snicket

Curiosidades Editar

  • No primeiro capítulo do livro diz que há 170 capítulos na série completa. Há treze capítulos em cada livro e treze livros, 13 vezes 13 é 169. Há um décimo quarto capítulo neste livro.
  • O final ersatz de O Fim foi a primeira vez que o ilustrador Brett Helquist e o autor Lemony Snicket trocaram seus locais de faturamento nos créditos. Brett, vestido da forma habitual de Snicket, foi fotografado em um escritório, enquanto Lemony aparece em uma ilustração com fatias de pepino sobre os olhos, uma representação cômica de Snicket, já que ele é mostrado relaxando ao lado de uma piscina com um coquetel, quando ele é sempre descrito como sendo terrivelmente infeliz. Seus papeis revertem-se para os lugares tradicionais na conclusão verdadeira do livro.
  • Todos os ilhéus possuem nomes de personagens, fictícios ou não, de livros, filmes, etc., de tema relacionado à viagens marítimas e naufrágios.
  • No capítulo treze, Snicket menciona uma heroína de um livro mais apropriado para crianças que passa todas as tardes dando mordidas em maçãs. A cena em questão é do livro "Beezus e Ramona", da americana Beverly Cleary, que mostra uma Ramona mordendo maçãs antes de colocá-las de volta, porque a primeira mordida é mais gostosa.
  • Em certo ponto, Snicket discute os cimérios, um povo que já habitou o que são agora são a Ucrânia e a Rússia.
  • A árvore de maçãs que os ilhéus são proibidos de comer é uma referência à "Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal", da Bíblia. A Víbora Incrivelmente Mortífera oferece aos Baudelaire uma maçã da macieira proibida, uma referência à forma como Eva foi tentada, por uma serpente, a comer uma fruta da árvore.
  • A palavra que Sunny usa para dizer "Por que você está nos falando desse anel?" é "Neiklot", que é "Tolkien" ao contrário, o sobrenome do autor de O Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien.
  • A palavra que Sunny usa para dizer "Nunca mais" é "Yom HaShoah", referência ao feriado judeu que homenageia as vítimas do Holocausto.
  • A introdução do Capítulo Catorze é a oitava e última estrofe do poema "A viagem", de Charles Baudelaire. É traduzido como:
"Ó morte, velho capitão, está na hora! Levantar âncora!
Este país nos chateia, ó morte! Deixe-nos embarcar!
O céu e o mar estão negros como tinta,
Mas nossos corações que você conhece bem estão cheios de raios de luz!"
  • A última palavra do último livro é Beatrice.

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