FANDOM


A Gruta Gorgônea.jpg
A Gruta Gorgônea
Informações do livro
Série

Desventuras em Série

Autor

Lemony Snicket

Ilustrador

Brett Helquist

Tradutor

Ricardo Gouveia

Editora

Companhia das Letras

Lançamento

15/09/2005

Páginas

288

ISBN

9788535907025

.
Não confundir com: Gruta Gorgônea (lugar).

A Gruta Gorgônea é o undécimo livro da série Desventuras em Série, escrito por Lemony Snicket.

Sinopse Editar

O décimo primeiro livro começa com os órfãos Baudelaire, Violet, Klaus e Sunny, escorregando por um tobogã de gelo nas Montanhas de Mão-Morta. Assim que a esperança parece perdida, eles são salvos por um submarino que se eleva das águas. Enquanto estão sobre a escotilha, uma voz de dentro pergunta se os órfãos são amigos ou inimigos, ao que eles declaram que são amigos. A mesma voz pede a senha, e Violet adivinha corretamente que era o lema de C.S.C.: "Aqui o mundo é sereno". As crianças descem para dentro do submarino, e descobrem o Queequeg comandado pelo capitão Andarré, um velho amigo dos pais dos Baudelaire. Também viajava a bordo a enteada dele, Fiona, e o cozinheiro do submarino, Phil, o otimista rapaz que já conhecia os Baudelaire de quando eles trabalharam na Serraria Alto-Astral em Paltryville.

Os Baudelaire são bem-vindos a bordo, onde descobrem que a tripulação - que vestem uniformes com uma foto de Herman Melville - estão procurando o misterioso açucareiro que foi lançado às águas. Eles têm menos de uma semana antes da reunião no Hotel Desenlace, que conterá algumas pessoas que poderiam destruir C.S.C. para sempre. O capitão executa seu trabalho sob o lema "Aquele que vacila está perdido", e Fiona, uma especialista micetológica, começa a se apaixonar por Klaus, que retribui. Sunny, por sua vez, ajuda Phil com as refeições no submarino. Violet também descobre que Fiona e o capitão sabiam da situação dos Baudelaire por causa de seu dispositivo telegráfico, que atualmente estava quebrado. Embora ela tente consertá-lo, percebe que alguém (provavelmente Olaf) interrompeu as comunicações de C.S.C.

Klaus, por sua vez, examina os mapas das marés para estipular a localização do açucareiro pelo ciclo d'água. Ele suspeita que esteja na Gruta Gorgônea, localizada perto da Aquáticos Anwhistle, e o capitão Andarré explica que o centro de pesquisas aquáticos foi fundada por Gregor Anwhistle, cunhado de sua tia Josephine. Neste momento, a tripulação é interrompida por um outro submarino aproximando-se. É um navio em formato de polvo gigante, com muitos tentáculos, e dentro, eles podem ver a silhueta do conde Olaf. Felizmente, devido ao raciocínio rápido, todos os motores do Queequeg são desligados e Olaf não nota sua presença. Em pouco tempo, no entanto, mais uma forma aparece no sonar, um objeto enorme e misterioso em forma de ponto de interrogação que claramente assusta Olaf.

Durante o jantar, o capitão tenta aproximar Klaus e Fiona, para o desconforto de todos. Fiona explica sua situação familiar - seu irmão Fernald está desaparecido há muitos anos, seu verdadeiro pai a deixou quando era pequena e sua mãe morreu em um acidente com um manati (peixe-boi), embora Fiona não esteja tão certa que foi um acidente. Capitão Andarré menciona os irmãos Snicket, que lutaram do lado do bem em C.S.C. Jacques Snicket, o homem que as crianças viram ser assassinado em Cultores Solidários de Corvídeos, era um pesquisador semelhante à Klaus e Kit Snicket, a moça que ajudou a construir o Queequeg.

O grupo vê-se perguntando o que representavam as iniciais J.S., que Violet e Klaus haviam encontrado na antiga base de operações de C.S.C. nas Montanhas de Mão-Morta. Fiona, em seguida, dá uma olhada em seus livros micetológicos para achar informações sobre a Gruta Gorgônea, e descobre que ela é uma caverna em forma de cone, que abriga uma espécie rara de cogumelo. Os cogumelos aumentam e diminuem periodicamente, e são muito venenosos, que pode matar uma pessoa em menos de uma hora. Já que a gruta era tão remota, ela agia como uma quarentena para o Mycelium Medusóide, mas Fiona acreditava que houvesse um antídoto para o veneno do fungo. Andarré envia as crianças para dormir um pouco, mas recusa-se terminantemente a dizer-lhes sobre a importância do açucareiro para C.S.C.

Mais tarde, as crianças acordam e notam que o submarino chegou na Gruta Gorgônea, e foi danificado. O capitão e Phil são demasiadamente grandes para se enredar nas pequenas áreas da gruta, e então manda para a gruta Fiona, Klaus, Violet e Sunny - que não podia caber em um traje de mergulho completo, mas entrou em um capacete de mergulho. Quando chegam, encontram um espaço sem água, uma caverna submarina, que parece ter pertencido a alguém de C.S.C. Ela está cheia de itens, principalmente lixo, papeis e também o wasabi. Fiona percebe que ali é um terreno fértil dos cogumelos Mycelium Medusóide, e eles cuidam todos os lugares onde poderia nascer um cogumelo.

Klaus encontra um livro de poesia, Clarificação de Sibilinos Cantares, e começa a lê-lo para ver se ele se relaciona com C.S.C. Sunny prepara um lanche com o que encontrou. Enquanto lancham, eles discutem suas conclusões. Klaus encontrou parte da informação de um código usado por C.S.C. mas não foi o suficiente. Violet encontrou uma carta de Kit Snicket para o já falecido Gregor Anwhistle: parecia que Gregor queria usar o Mycelium Medusóide para envenenar os inimigos de C.S.C. e Kit estava trabalhando em uma maneira de diluir o veneno, em uma fábrica no Mau Caminho, mas Gregor insistiu em cultivá-los no interior da gruta. Os cogumelos, aparentemente envenenaram todo o centro aquático. As crianças juntas contemplam por um tempo as ligações de tudo. Mas quando Fiona pergunta à Violet o artigo de jornal que ela tinha encontrado, Violet finge que ficou muito manchado para ler, mas ela pode lê-lo perfeitamente.

Ao voltar para o submarino, as crianças notam que Phil e o capitão Andarré misteriosamente sumiram. Em seu lugar aparecem três balões amarrados a cadeiras, com as letras "C", "S" e "C" cada um. Mas isso é pouco, comparado ao horror que acontece a seguir, pois descobrem que um esporo do cogumelo se infiltrou no capacete de mergulho de Sunny e ela está presa dentro dele. Fiona impede Klaus de abrir o capacete, pois senão o fungo sairia e infectaria o submarino inteiro. Ela vai procurar um antídoto e pede aos outros que acionem os motores, e Klaus obedece às ordens. Assim que o submarino começa a andar, aparece o submarino do conde Olaf e "engole" o Queequeg. Olaf vê as crianças e conta que ele esteve no Hotel Desenlace preparando seu esquema final, mas teve que voltar para procurar o açucareiro por si mesmo, que é a única coisa que ele precisa para completar seus planos nefastos. Ele fica muito feliz ao descobrir que também conseguiu raptar Fiona, e mostra pouca preocupação com a condição de Sunny. Olaf demonstra que também está trabalhando no aperfeiçoamento de uma risada vilanesca. Enquanto ele leva as crianças até o calabouço, se gaba sobre o submarino-polvo que roubou, e que aparentemente poderia ser usado para destruir os exércitos C.S.C.

As crianças entram na sala seguinte, e veem como se dá o funcionamento do submarino, com dezenas de crianças movimentando remos sem parar. Entre elas estão alunos da Escola Preparatória Prufrock, Escoteiros da Neve, e as outras crianças os Baudelaire não reconhecem. Esmé Squalor, vestindo um traje de polvo, é responsável por checar o trabalho das crianças. Ela fica chocada ao ver os Baudelaire vivos, mas feliz por ter outra chance de comemorar suas mortes. Descobre-se que o submarino é chamado de Carmelita, pois Carmelita Spats está a bordo, sendo mimada por Esmé. As crianças são levadas para a "prisão" onde estão a ser torturados pelo homem de mãos de gancho, mas Fiona o reconhece, para espanto de todos: ele é seu irmão Fernald, há muito tempo desaparecido. Ela fica atordoada, mas Fernald defende seu trabalho dizendo que Olaf não é todo o mau, que ninguém é completamente mau. Violet confessa que o artigo de jornal que havia escondido provava que Fernald havia provocado um incêndio que destruíra a Aquáticos Anwhistle, e causara a morte de Gregor. Fiona implora para ele ajudá-los a voltar ao Queequeg, para tentar salvar Sunny, e Fernald finalmente concorda, mas pede para que o levem junto deles.

Violet mostra-se firmemente contra o envolvimento de Fernald, mas Fiona o defende, perguntando se Violet iria abandonar um irmão. Assim, os Baudelaire, Fiona e Fernald tramam sua fuga, auxiliado involuntariamente por Carmelita, que está fazendo uma música e coreografia que distrai Esmé e as crianças trabalhando. Os Baudelaire chegam ao Queequeg, mas Carmelita vê Fiona e Fernald tentando sair. Fernald mente para Esmé que Fiona se juntou a trupe, e Esmé os manda voltar ao calabouço.

De volta ao Queequeg, Sunny fica perto da morte. Klaus e Violet leem livros de Fiona e a carta de Kit, e percebem que o antídoto para o Mycelium Medusóide era a raiz-forte, mas que não havia nenhuma raiz-forte no estoque do submarino. Violet descobre na geladeira um bolo de aniversário feito por Sunny e Phil para ela, que havia completado 15 anos sem nem perceber, e os balões no submarino eram para o aniversário dela. Violet e Klaus abrem o capacete de mergulho de Sunny e perguntam se ela sabe algum equivalente culinário da raiz-forte, e Sunny salva sua própria vida quando ela consegue falar uma palavra: wasabi, o condimento japonês que eles ainda tinham de sua viagem na Gruta Gorgônea.

Enquanto Sunny se recupera, Klaus e Violet ficam surpresos quando um telegrama sai da máquina quebrada. O boletim do Correio Sub-reptício Cooperativo que recebem é de Quigley Quagmire, e foi também enviada para J.S. Quigley pede para que os Baudelaire sejam levados a um determinado lugar na terça-feira, apenas dois dias antes da reunião no Hotel Desenlace. A seguir, vêm duas poesias em código de Comunicação por Semiflutuações em Cânticos, semelhante ao Klaus descobriu na gruta. Klaus e Violet descobrem que o poema dizia que eles deveriam estar na Praia de Sal. Quando começam a decodificação da segunda poesia, são interrompidos por Olaf, Esmé e Carmelita, que os encontram. Olaf anuncia triunfalmente que eles estão a poucos minutos do Hotel Desenlace e, ainda pior, Fiona se juntou à sua trupe. Ela aparece com Fernald e diz que é verdade.

De repente, no radar, o misterioso ponto de interrogação aparece outra vez. Olaf sabe claramente o que é, pois ordena que todos fiquem longe dele. Fiona, sabendo que está errada, permite que os Baudelaire liguem o Queequeg e escapem, dizendo que não pode ir com eles, por lealdade a seu irmão. Antes de voltar para perto de Olaf, Fiona beija Klaus. Violet e Klaus manobram o Queequeg para fora do Carmelita, e Sunny, usando a goma de mascar gosmenta que Phil trouxe de Paltryville, repara um vidro do submarino que Olaf quebrou.

Quando chega terça-feira, eles se encontram na Praia de Sal, o lugar onde todos os seus problemas começaram. Surpreendentemente, aparece no meio da neblina o sr. Poe. Ele conta que recebeu uma mensagem dizendo para ele encontrá-los na praia e parece, também, estranhamente interessado em sua fortuna. Ele diz às crianças para vir com ele até a delegacia para resolver todos seus problemas.

Violet, no entanto, decodificou a segunda poesia de Quigley, que dizia "táxi" e "aguardando", e concluiu que um táxi estaria esperando-os na praia. As crianças dizem adeus ao assustado sr. Poe e caminham até a rua, onde encontram o táxi à espera. Dentro está uma mulher que nunca viram antes, e, embora as crianças sempre tenham sido orientadas a não entrar em carros com estranhos, eles decidem entrar mesmo assim. A mulher misteriosa se revela como Kit Snicket e os leva ao Hotel Desenlace.

Personagens Editar

Personagens introduzidos Editar

Personagens reaparecendo Editar

Carta ao leitor Editar

A carta de Lemony Snicket ao leitor, na parte de trás do livro, é a seguinte:

Caro Leitor,
A menos que você seja uma lesma, uma anêmona-do-mar ou um fungo, provavelmente prefere não ficar úmido. Também pode ser que prefira não ler este livro, em que os irmãos Baudelaire descem para as profundezas do desespero subaquático, onde encontram bastante umidade.
Os horrores com que eles se deparam lá embaixo são tantos e tão horríveis — como uma busca desesperada por algo perdido, um monstro mecânico, cogumelos, uma perturbadora mensagem de um amigo desaparecido e uma apresentação de sapateado — que é impossível enumerar ou sequer mencionar.
Como autor dedicado que jurou registrar a deprimente história dos Baudelaire, preciso continuar me aprofundando profundamente nas profundezas cavernosas das vidas dos órfãos. Mas você pode se aprofundar na leitura de um livro mais alegre e evitar que seus olhos e seu humor se afoguem.
Respeitosamente,
Assinatura.gif
Lemony Snicket

Dedicação à Beatrice Editar

Para Beatrice —
Mulheres mortas não contam histórias.
Homens tristes as escrevem.

Prenúncio Editar

Imagem final Editar

Na imagem final de A Gruta Gorgônea, o cenário é a praia de sal, e o sr. Poe é visto de costas acenando para os irmãos Baudelaire, que estão entrando no táxi. Semi-enterrado na areia está um chapéu com os dizeres "Hotel D", dando uma pista do próximo livro: O Penúltimo Perigo.

Carta ao editor Editar

A carta de Lemony Snicket ao editor, no final do livro, é a seguinte:

Ao meu amável editor,
Meus inimigos, receio, têm
[...] dedos extremamente compri[...] para que o senhor não possa ja[...]
O Mau Caminho termina em um be
[...] frentista do posto de gasolin[...] o manuscrito completo, [...] chegar perto de um fósforo!
Lembre-se, o senhor é a min
[...] finalmente contadas ao grande [...]
Respeitosamente,
Assinatura.gif
Lemony Snicket
Ao meu amável [...]
Devo me desculp
[...] completamente imp[...] mas eu duvido que [...]
Ao invés de segui
[...] campo de margari[...] se o senhor cavar [...] livro décimo segun[...]
Lembre-se, o senhor é
[...] finalmente contadas a[...]
Respeitosamente,
Assinatura.gif
Lemony Snicket
Ao meu amável editor
Devo mais uma vez
[...] "terceira vez que [...] sem ninguém [...]
O beco que fica atrás
[...] um excelente esconder[...] a assustadora históri[...] cuidado de não usar o [...]
Lembre-se, o senhor é
[...] finalmente contadas ao gr[...]
Respeitosamente,
Assinatura.gif
Lemony Snicket
Ao meu amável edi[...]
Quantas desculpas
[...] "quarta vez que [...] contínuas traiçõ[...]
Das mais cheias de
[...] uma xícara de muito [...] o décimo segundo li[...]
Lembre-se, o senhor é
[...] finalmente contadas ao [...]
Respeitosamente,
Assinatura.gif
Lemony Snicket
Ao meu amável edi[...]
Por favor contin
[...] Desta vez eu tenho [...] totalmente impos[...]
O Canil Galway
[...] late mais alto [...] capítulo neste [...]
Lembre-se, o senh
[...] finalmente contad[...]
Respeitosamente,
Assinatura.gif
Lemony Snicket
Ao meu amável e[...]
O último san
[...] lavanderia d[...] título des[...]
Seu nome,
[...]
Lembre-
[...]
Respeit
[...]

Curiosidades Editar

  • Os poemas "A Morsa e o Carpinteiro", de Lewis Carroll, e "A Terra Desolada", de T.S. Eliot, são constantemente mencionados e de fundamental importância neste livro.
  • O nome do submarino Queequeg é referência ao personagem de mesmo nome no romance "Moby Dick", de Herman Melville. A teoria é reforçada quando vemos que o uniforme dos tripulantes do submarino têm um retrato de Melville na frente.
  • O arquipélago de Gulag, mencionado no livro, é uma referência ao Gulag, sistema de campos de trabalho forçado para quem se opusesse à União Soviética.
  • A Gruta Gorgônea é uma referência à mitologia grega. Uma Górgona era uma criatura feminina de aspecto feroz, com cobras no lugar dos cabelos e o poder de transformar em pedra qualquer pessoa que olhasse para ela.
  • Enquanto as crianças estão na Gruta Gorgônea, Violet encontra "uma estranha pedra quadrada com mensagens gravadas em três línguas", que soa muito como uma descrição da Pedra de Roseta.
  • O poema "Minha última duquesa", de Robert Browning, é discutido quando Klaus relata suas descobertas a partir do livro que ele encontrou, Clarificação de Sibilinos Cantares.
  • Elizabeth Bishop, Charles Simic, Samuel Taylor Coleridge, Franz Wright, e Daphne Cottlieb, todos poetas, são mencionados. Livros de sua poesia foram encontrados em cima de um armário no Queequeg.
  • Edgar Guest é mencionado como sendo o poeta menos favorito de Klaus.
  • Neste livro, Sunny usa a palavra "Procto" para dizer "Na outra ponta". Proctologia é o ramo da medicina que estuda o intestino grosso, o reto e o ânus.
  • Quando Sunny pergunta sobre como eles seriam capazes de enxergar o caminho através da Gruta Gorgônea, ela pronuncia a palavra "Hewenkella", que é provavelmente uma referência à escritora Helen Keller.

Interferência de bloqueador de anúncios detectada!


A Wikia é um site grátis que ganha dinheiro com publicidade. Nós temos uma experiência modificada para leitores usando bloqueadores de anúncios

A Wikia não é acessível se você fez outras modificações. Remova o bloqueador de anúncios personalizado para que a página carregue como esperado.

Também no FANDOM

Wiki aleatória